Um acordo de cooperação para o projeto “Cuidado Integral à Saúde” – Projetos-Piloto em Atenção Primária à Saúde (APS) será assinado no dia 11/02, em um evento no auditório do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo; o acordo envolverá a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Institute for Healthcare Improvement (IHI), o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

O projeto-piloto é organizado com operadoras voluntárias, mesmo que ainda não estejam estruturadas para a certificação, porém buscam trabalhar no modelo de Atenção Primária à Saúde, representando uma etapa para o preparo, momento em que as operadoras passam a se capacitar para a implementação da Certificação de Boas Práticas em APS.

Durante o evento, palestras serão feitas abordando temas importantes, como a relevância da Atenção Primária à saúde suplementar e o uso da metodologia da Ciência da Melhoria, além da inovação na abordagem de APS na saúde suplementar.

O programa de certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde foi instituído pela Resolução Normativa no 440 (12/2018), tendo, como sua primeira iniciativa, o Programa de Atenção Primária à Saúde (APS).

Esse programa foi criado a partir de debates da ANS com o setor, para que chegassem em um modelo assistencial comprometido com a gestão da saúde, de forma integrada, não sendo apenas um modelo que fizesse ofertas de serviços e produção de procedimentos.

São criadas estratégias que servem de contribuição para a melhoria das condições de saúde da população, como as promoções de hábitos de vida saudável, assim como diagnósticos precoces de doenças crônicas, que serão possíveis a partir de atenção primaria. Quando há uma boa coordenação do cuidado, é visto uma redução de atendimentos mais complexos e custosos, como os recorrentes em ambientes hospitalares; existindo evidências de que é possível amenizar em 85% dos problemas de saúde de uma população quando existe uma APS de qualidade.

Rodrigo Aguilar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, declarou:

“O modelo de assistência à saúde comumente praticado no setor suplementar está estruturado na utilização de especialistas para atender à maior parte da demanda ambulatorial e na centralidade da atenção hospitalar em situações agudas ou de maior gravidade. Este arranjo organizacional é agravado por um sistema de saúde baseado no atendimento à demanda espontânea, com múltiplas portas de entrada, que conduzem à busca por serviços de pronto-socorro em situações não urgentes, fornecendo uma atenção imediata e fragmentada que não garante a integralidade do cuidado. Este modelo tem se mostrado pouco resolutivo e inadequado por criar ineficiências, como a utilização excessiva de exames e procedimentos, que conduzem a custos muito elevados e expõem os pacientes a riscos e efeitos indesejados. Este cenário de fragmentação do cuidado, além do envelhecimento populacional e do aumento da prevalência de doenças crônicas, motivou a criação do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde”

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